ARTIGO PROF. DR. PAULO FERREIRA: EU SOU DO TAMANHO DO MEU CONHECIMENTO.

Cresce o número de leitores no Brasil. E a sua empresa, o seu grupo, você, vocês, estão lendo mais?

 O que faz com que optemos por isso ou por aquilo? Como se dão nossas escolhas? Educação vem de berço ou deve ser continuamente lapidada? Só para iniciar essa nossa reflexão O Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística) realizou a 4ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil a pedido do Instituto Pró Livro. Divulgada em 2016, o estudo registrou um aumento de 6 pontos percentuais no número de leitores no país. O levantamento aponta que existem cerca de 104,7 milhões de leitores no país. O perfil dos entrevistados consistia naqueles que liam, inteiro ou partes, de pelo menos um livro no período de três meses. Foram considerados todos os gêneros: livros didáticos, gibis, romance, poesia e livros religiosos. Dentre eles, a Bíblia é o mais lido no período de intervalo entre a leitura de livros acadêmicos.

Como ler pode ser decisivo na construção de uma empresa melhor? Porque os gestores devem estimular e até obrigar que seus liderados leiam? A diferença de uma empresa que estimula a leitura para aquelas que não estimulam, é que excitam o olhar aprofundado. O olhar aprofundado não se contenta com aquilo que parece ser, mas com aquilo que teima em se esconder. Inovar é descobrir o escondido.

Ler não é um artigo de luxo. É um artigo de primeira necessidade para a empresa que deseja ser competitiva.

Foi comprovado cientificamente que a literatura faz bem para o cérebro. Nos Estados Unidos, um grupo de teste foi convidado a ler um capítulo do romance Mansfield Park, de Jane Austen, dentro de uma máquina de ressonância magnética, enquanto pesquisadores da universidade de Stanford analisavam os resultados neurológicos. Conforme o experimento, era preciso ler o capítulo de duas formas distintas: primeiramente, uma leitura sem compromisso; depois, uma leitura para que fizesse uma análise crítica do texto . O estudo confirmou que a leitura é um exercício valioso para o cérebro , pois quando lemos, o sangue flui para diversas áreas associadas à concentração e, no caso de uma leitura mais analítica, também para áreas menos ativas do cérebro. Logo, o estudo concluiu que ler e como se lê, afeta o cérebro e que esse pode treiná-lo para ser cada vez melhor em atividades que exigem compreensão e concentração.

Uma empresa que não lê, terá uma menor capacidade de percepção, percebendo menos, fará menos. Não dá para desassociar a leitura dos que alcançam o topo, você e a sua equipe querem alcançar o topo?

Quem quer abraçar o sucesso, anda abraçado no conhecimento.

O hábito que ajudou Bill Gates, Warren Buffett e Oprah Winfrey alcançarem o sucesso é que sempre gastaram uma quantidade fixa de horas semanais só para ler. Segundo um artigo publicado na Harvard Business Review, o fundador da Nike, Phil Knight, venera tanto a sua biblioteca particular que você precisa tirar os sapatos antes de adentrá-la e fazer uma saudação. Já Oprah Winfrey credita boa parte de seu sucesso a livros que leu. “Livros são meu passe para minha liberdade pessoal”. Ela compartilha o seu hábito abertamente, por meio de um clube de leitura.

No caso da gestão de pessoas, onde o líder é ao mesmo tempo educando e educador, eles devem direcionar suas equipes em relação aos hábitos que vão fazer delas pessoas melhores. As nossas vidas não giram em torno de alguém, mas sim em torno do que desejamos ser. Um líder é um eco, se você não está gostando do que está recebendo da sua equipe, observe o que está plantando neles.

Desta forma fica a reflexão: o que estamos fazendo para mudar os maus hábitos de nossas equipes, como o de não ler? Apenas incluímos bons costumes? Como gerenciamos os vícios? Se o papel da verdadeira instrução na construção de virtudes, também é policiar, o que estamos fazendo no caminho destas realizações?

Dê um poema para alguém da sua equipe ler para todos os outros, depois faça com que escrevam suas sensações. Convide-os para relatar sobre os costumes que não estão corretos na empresa. Não esqueça: gente que quer sentir, quer ver, quer crescer, quer ler.

 

Com o carinho dos Autores:

Prof. Paulo Ferreira, é Presidente do Instituto Eckart, Ph.D. em GESTION Y COMERCIALIZACIÓN INTERNACIONAL DE LA EMPRESA pela Universidad de León, neurocientista e pesquisador na área de Neurociência Cognitiva Comportamental.

Prof. Sander Machado, é Diretor de Relacionamento do Instituto Eckart, especialista em semiótica, psicologia do desenvolvimento, design, redator e escritor.

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