ARTIGO PROF. DR. PAULO FERREIRA: A ALEGRIA DO ADVERÁRIO.

DE QUE ADIANTA QUERER OUVIR UMA VOZ DO UNIVERSO SE O BARULHO DO QUE NÃO É ESSENCIAL NOS TEM FEITO SURDOS.

A alegria do adversário. Este era o nome do meu time de futebol de salão na década de setenta. Por incrível que pareça, apesar do nome era muito forte e vencia quase sempre. Agora em novembro de 17, durante uma semana daquelas, esposa doente, a cadela fazendo cocô com sangue e eu, bem eu com uma virose braba, ao tentar levantar da cadeira tem que dar um tempo ou tudo apaga. Fico pensando aqui sobre o Natal, o ano que está quase encerrando, complicações que não faltaram. O mundo dá voltas, mas isso não explica tanta gente tonta.

Nada vai cair do céu, enquanto não conseguirmos que uns escutem os outros. Queremos controlar a situação, quando devíamos era controlar nossa reação em relação a ela.

NÃO ME JULGUE SÓ PORQUE O MEU PECADO É DIFERENTE DO SEU.

Há… chegou a hora de pagar as férias, décimo terceiro dos colaboradores, bem eles não são culpados da inadimplência, quem não pagou foram alguns clientes.

Claro, os alugueis das empresas vencem também. O governo está esperando o pagamento dos tributos ou complica, ou melhor encaminha nosso fim. Calma na alma.

Esse ano pareceu aquele aprender a nadar, aprender a andar de bicicleta, escrever o primeiro bilhete de amor, aquela primeira vez, de sempre estar fazendo pela primeira vez. O coração apertou e o que não faltou foi aquela vontade de jogar tudo para cima. Ficou claro que estamos numa era feita de aparências e que todos nós queremos mesmo é um mundo de verdades. Só a verdade traz compreensão e abundância. Chega de mentiras que nos interessam.

SEJA PROTAGONISTA DA SUAS VITÓRIAS E NÃO PLATÉIA DA DERROTA DOS OUTROS.

Bem, todo este papo é o de conectar esse momento e a ligação com minha recordação do time Alegria do Adversário. Assim como magia, nós humanos somos sempre uma surpresas para nós mesmo, basta ter liberdade. No time tinha o Quico (Marco) era Gremista, um dos parceiros do time, Romualdo (saudoso) o goleiro Gremista, mas eu o Luiz, Canário, Mono, Edgar e o Fernando todos Colorados.

Primeiro lembrei que existia um carinho e união muito grande entre nós, as diferenças de escolhas eram respeitadas, um jogava pelo outro.Quando nos encontrávamos, era sempre uma festas e explosão de felicidades.

Sou torcedor do Inter e como o Grêmio venceu a Libertadores, Parabéns! Alguns amigos resolveram diminuir meu clube, hammramm. Sempre sou muito avesso ao termo competitividade e na gestão acredito que empresas e pessoas devem ser cooperativas, mesmo em relação aos seus concorrentes. Não há detalhe mais bonito que saber vencer e saber perder. Não vencemos com a derrota do outro e nem somos derrotados com a vitória do outro. O espirito cooperativo aprende a se responsabilizar por suas vitórias e derrotas e ser amável em relação aos impactos que isso causa em mim, em você e em todos nós que habitamos o planeta.

DESACREDITO EM QUEM PRECISA DE SUCESSO PARA SER FELIZ.

Lembro de um dia que no momento filosófico, o time tinha isto, afinal todos éramos universitários. Naquela tarde discutimos uma maneira de disputar a partida e tentar conservar a alegria. No primeiro momento era a nossa claro, mas eu, bahhh sempre eu, resolvi colocar a ideia que se o time adversário também estivesse feliz a partida seria feliz.

Papo vai papo vem, assim batizamos o time de “A ALEGRIA DO ADVERSÁRIO”. Passamos a ter um time de excelentes resultados e sem obstruir a alegria de ninguém. Eu aprendi com aqueles amigos que a minha felicidade não é fazer sucesso, é ser feliz, obrigado amigos!

 

Com o carinho dos Autores:

Prof. Paulo Ferreira, é Presidente do Instituto Eckart, Ph.D. em GESTION Y COMERCIALIZACIÓN INTERNACIONAL DE LA EMPRESA pela Universidad de León/ Espanha, consultor de empresas em estratégia e comportamento humano, neurocientista e pesquisador na área de Neurociência Cognitiva Comportamental.

Prof. Sander Machado, é Diretor de Relacionamento do Instituto Eckart, especialista em semiótica, psicologia do desenvolvimento, design, redator e escritor.

 

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