NEUROMARKETING : A DIVERSIDADE – CEREBRO FEMININO X MASCULINO. PARTE I.

RETANGULAR ARTIGO-02

A humanidade está mais subjetiva. Mais que uma batalha de produtos, o marketing se tornou uma batalha de percepções. Mais que termos que lidar com as necessidades concretas, precisamos estar atentos para os sentimentos e sensações que desenvolvemos externamente e internamente em nossas empresas.

Este e os próximos artigos, pretendem fazer compreender que qualquer ação em organizações ocorrem através de pessoas, demonstra que pessoas agem através da sua realidade e que esta nada mais é que uma combinação entre seu MUNDO e seu CÉREBRO!

Sabedores que 90% dos problemas a serem resolvidos por gestores possuem como causa raiz a comunicação, entender o neuromarketing será uma grande oportunidade em exercitar um olhar de fora para dentro de si.

QUEM É O PAI DESSA CRIANÇA

O nascimento do Neuromarketing é atribuído ao professor de marketing Gerry Zaltman que no final dos anos 90 coordenou as primeiras experiências na área, na renomada Universidade de Harvard, já em acordo com algumas empresas que tinham interesse nesses resultados.

Após esse trabalho Zaltman, desenvolveu e patenteou um método – chamado de Zmet – que utiliza imagens para ajudar a revelar pensamentos fora da consciência e metáforas as quais esses pensamentos possam se associar.

Tanto no que diz respeito ao consumo de produtos, ou quando estamos falando de novas direções para equipes, tipo metas, indicadores, horários, ao tratar tratar de questões indispensáveis, providenciar uma mensagem ordenada, clara, com direções claras e objetivas é o que torna o processamento no cérebro mais ativo, uma vez que o cérebro humano scaneia rapidamente a mensagem na busca do que procura. Isso se deve ao comportamento do cérebro voltado para o objetivo final, pois o lobo frontal comanda que o corpo ache o que é vital para si, ignorando, assim, o que não se demonstre satisfatório para a sua necessidade.

Mas será que as mensagens atingem da mesma forma o cérebro feminino e o masculino? O que seria se todo mundo gostasse apenas das batatas fritas ou de trabalhos que envolvam cálculos.

A PALAVRA CHAVE É TRATAR CADA UM COMO CADA UM, SE QUER TER SUCESSO COM TODOS.

Realmente, desenvolver estratégias eficazes tanto na gestão de pessoas, quanto na vitória da empresa na distribuição de seus serviços e produtos cada vez menos tem um modelo pronto, para dar espaço a vários modelos diversificados.

Conversar, escutar, perceber, sentir, é importantíssimo para líderes que estão a frente das vendas e também para aqueles que estão a frente de suas equipes.

Coletamos 6, entre outas milhares de diferenças, que comprovam que o cérebro feminino percebe e toma atitudes em relação aos significados das mensagens recebidas de forma diferente do Masculino. Veja que bacana as diversidades:

  • O cérebro da mulher possui dois hemisférios muito mais interconectados. Por isso que são mais aptas para realizarem multitarefas.
  • O cérebro masculino tem muito mais facilidade para executar tarefas do que para ensinar como devem ser feitas
  • O cérebro feminino está mais aberto as inovações, enquanto o masculino tem mais afinidade com o tradicional. As mulheres compram vários vestidos, enquanto para os homens o clássico terno azul veste muito bem.
  • Homens tem muita mais dificuldade com a nova gestão, principalmente em dar ou receber Feedback. As mulheres usam quase o triplo de palavras que os homens.
  • O cérebro da mulher é 6 % menor, mas muito mais hábil para realizar várias coisas ao mesmo tempo
  • Os homens são mais objetivos, as mulheres mais subjetivas. Homens são mais sucintos e práticos, enquanto as mulheres preferem muitos detalhes, inclusive com a saturação de elementos

UMA COMUNICAÇÃO FORTE NEM SEMPRE PARA O CÉREBRO É UMA FORTE COMUNICAÇÃO – CASE EMBALAGENS PARA CIGARROS.

Encerramos esse primeiro artigo distinguindo que o cérebro humano é um lugar cheio de surpresas e que nem sempre ser agressivo na comunicação, significa ter resultados positivos.

Lindstrom (2010) faz referência a um grande estudo, por ele conduzido, de neuromarketing. Ele fez uma análise se os avisos nas embalagens de cigarro produziam alguma espécie de efeito sobre os fumantes, pois, apesar das frases fortes (“Fumar mata”) e imagens impactantes (como no caso do Brasil, Canadá, Tailândia e Austrália), as estatísticas apontam que aproximadamente um terço dos adultos mundiais permanecem fumantes e 10 bilhões de cigarros são vendidos por minuto.

Assim, em uma pesquisa descrita por Lindstrom (2010), foram estudados 2.081 voluntários provenientes de diversas partes do mundo (EUA, Inglaterra, Alemanha, Japão e China), durante três anos e houve um custo total de 7 milhões de dólares.

A primeira parte do estudo consistia em um questionário quantitativo, que possuía respostas pré-estabelecidas. Alguns exemplos de perguntas foram para verificar se as imagens contidas nas embalagens surtiam algum efeito repreensor no entrevistado e se eles consideravam que fumavam menos devido às mesmas. A maioria dos fumantes responderam que sim às perguntas acima.

Entretanto, os estudos de neuromarketing indicaram que, apesar das respostas dos entrevistados nos questionários, as imagens contidas nas embalagens de cigarro não produziam nenhuma espécie de efeito reprimidor nos desejos de fumar dos entrevistados. Ao contrário, as imagens de advertência produziam um efeito estimulante em uma área do cérebro chamada “nucleus accumbens, também conhecida de ‘o ponto do desejo’.” (LINDSTROM, 2010, p.14).

Essa região é formada por uma cadeia de neurônios que reage quando o corpo deseja algo e, quando estimulada, exige doses mais altas para satisfazer-se. Ou seja, ao invés de causar o efeito repressor desejado, as imagens e textos na verdade estimulavam o fumante a querer fumar mais. Lindstrom (2010) ainda afirma que, em uma tentativa de diminuir o consumo de tabaco, a Austrália lançou uma lei em que as embalagens de cigarro, além de serem desprovidas de logomarcas, devem ser todas da cor verde-oliva, pois esta é a mais rejeitada pelos fumantes.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *