Escrituras IV – Administração do tempo: Os que deixam tudo pra última hora.

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Temos que chegar a uma empresa mais reflexiva, que antes do próximo passo, se leia e se enxergue. Uma medida que além de deixar mais claro como podemos enfrentar as demandas, é descobrir de que forma devemos promover a tomada de decisão sem que seja sempre atropelando ou apagando incêndios.

 

Antes de acreditar que nosso grupo está dando uma de preguiçoso é bom avaliar se não estão sofrendo da síndrome do Estudante.

 

O que é a síndrome do estudante e como se dá?

É aquela atitude de adiar o trabalho até o último momento possível, não porque somos indolentes ou inertes com as nossas funções, muito pelo contrário, estamos trabalhando duro, para obter mais qualidade, inclusive postergando a data de entrega.

E em outros momentos, as causas também podem estar relacionadas com a forma que a liderança avalia os trabalhos. Quando o gestor não é claro na metodologia e nos objetivos causa medo e apreensão no grupo, nada melhor que adiar.

 

Fugir, não medir as consequências, inflacionar os prazos.

Jefferson da empresa hipotética “A&” não durou 1 mês. Para ele é importante cumprir os prazos, estimar com responsabilidade o tempo dos projetos para que isso não crie problemas, nem com os clientes e muito menos com os colegas. Já na empresa “A&” essas coisas não são valorizadas.

A empresa “A&” estava doente: procrastinação – normalmente confundida com preguiça – pode esconder alguns traumas maiores, como depressão ou déficit de atenção nos que estão sofrendo da patologia. O pesquisador Knaus aponta que “um dos sintomas é quando a pessoa ou a equipe faz listas, planos e planilhas e, mesmo assim, não segue nada do que foi esboçado, agendado e planejado”. As pessoas não se travam por nada, as pessoas não deixam de dar o seu melhor apenas por desleixo. Pesquise, interrogue e descobrirá.

 

Uma equipe travada por causa de medo.

         Pra não enfrentar os problemas, não bater de frente com a liderança, o medo vem dominando como um dos sentimentos que mais criam retrocesso na produtividade.  Kerbauy explica que “o medo é uma das principais explicações relacionada com a atitude daqueles que deixam tudo para última hora”. Na maioria das vezes vão preterindo as coisas com o medo do seu resultado. As explicações que dão são muitas, mas a verdade é que estão fugindo daquela situação.

Desta forma, aconselhamos os líderes a avaliarem as tarefas da sua equipe de forma bastante ponderada, dar contribuições pertinentes e se restringir de críticas mais severas. Isso tem a capacidade de prevenir situações caóticas e lastimáveis como observamos com bastante frequência.

Se o gestor parte do princípio que sua própria equipe vai estar de corpo mole e resolver ser mais severo com todos, o quadro pode se alargar para o que chamamos de retardatário, quando a pessoa começa a fazer várias coisas antes de desempenhar um compromisso que tinha combinado anteriormente. É como se inconscientemente, nos déssemos uma desculpa, fizéssemos uma escusa não declarada, disséssemos: “Porque fazer hoje, o que dá pra esperar até amanhã!”

 

O caso.

Em determinado momento foi chamado para fazer novamente parte da equipe um ex-integrante. Era um indivíduo miúdo e simpático que transferia muita alegria e confiança para o gestor. Desde a entrada do outro, resumo da ópera, os trabalhos começaram a fluir e serem produzidos com maior rapidez. O gestor estava mais relaxado, tranquilo e em paz. Tem gente que não trabalha sob pressão, já outros tem traços compulsivos, Knaus aponta que essas pessoas podem ter também tendências compulsivas – precisam ser empurrados para conseguirem ser pontuais ou terminar os trabalhos que se comprometeram.

 

Liderar equipes sem que elas adoeçam.

Pessoas doentes produzem menos, os líderes são responsáveis pela saúde mental do seu grupo. Para que os membros da sua equipe possam demonstrar todo seu potencial e estar preparados para um mundo cada vez mais competitivo encerramos deixando cinco dicas:

 

– Não comece algo com seu grupo se acha que eles não vão cumprir o que começaram;

 

– Analise se prefere que seu grupo faça ou organize antes aquilo a ser feito;

 

– Primeiro organize, depois faça;

 

– Faça uma lista das coisas que eles precisam fazer e as numere por ordem de preferência. Depois, inverta a lista e comece com o que eles menos gostam;

 

– Reflita com seu grupo o quanto é bom fazer as coisas com certa antecedência até chegarem à conclusão de quantos bons momentos terão para compartilhar um café e desenhar um novo projeto ao invés de perder os cabelos pelo estresse dos atrasos.

 

Sobre o Autor

Liderança para o século XXI – Cibridismo e o mundo do Instantâneo.

 

Paulo Ricardo Silva Ferreira, Ph.D.
Educador, facilitador e conselheiro. Doutor em GESTIÓN Y COMERCIALIZACIÓN INTERNACIONAL DE LA EMPRESA pela Universidade de Leon/Espanha. Administrador de empresas, curso de psicologia, pós-graduado em administração hospitalar. Professor universitário em cursos de graduação e pós-graduação. Autor de mais de 500 artigos sobre gestão, neurociência e comportamento nas empresas publicados no site do Instituto Eckart, jornais e revistas especializados.

Autor do e-book “Inspirações Contemporâneas: O comportamento organizacional no século XXI”publicado na internet em 2012.

Autor do livro “Gestão de Pessoas: uma abordagem comportamental para leigos”, editora LIVRUS/SP, lançado em janeiro/2014.

Consultor Sênior em estratégia empresarial, desenvolvimento organizacional (DO), comportamento, mudança intervencionista e inteligência empresarial da Eckart Consultoria. Especialista do MEC para avaliação de instituições de ensino superior. Consultor da Secretaria Estadual de Educação para análise dos cursos em nível técnico da área da Administração. Membro da Associação Brasileira de Saúde Mental.

Criador e Presidente do Instituto Eckart Desenvolvimento Humano e Organizacional. Ex-Presidente da Fundação dos Administradores do Rio Grande do Sul. Palestrante nacional destacado pela abordagem multidimensional das organizações, apresentando temas como valores humanos, ética, comportamento e desenvolvimento humano e pensamento estratégico. Estudioso em neurociência cognitiva comportamental. Criador do primeiro programa brasileiro de Residência em Gestão Empresarial – Residência ie©

Palestrante nacional e internacional destacado pela abordagem multidisciplinar e multidimensional das organizações, apresentando temas como valores humanos, ética, comportamento, desenvolvimento humano e pensamento estratégico. Estudioso em neurociência cognitiva comportamental. Especialista no uso de jogos para aprendizagem.

 

 

 

 

 

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